Arquivos Mensais: Março 2009

Eu sempre gostei de desenhar. Em puto era fanático por BD. Mas um gajo vai para velho e vai perdendo a genica para desenhar uns bonecos. Acontece que o “bichinho” fica sempre lá e há alturas em que vou dando uns rabiscos “às escondidas” só para meu prazer. Agora, acho que chegou a hora de começar a por cá para fora alguns.Vou iniciar uma série de comics a que chamei “Na Era dos Cromelecs”. São piadas que vou reunindo, e passando para desenho, em que os assuntos passam muito pelo mundo de “cromos” e “geeks” em que vivemos agora. Ah, o nome “Cromelec” foi inspirado num termo que a minha amiga Pespireta usa muito para descrever os tais “cromos” que por aí andam.

Os desenhos ainda estão um pouco “ferrujentos” e vou tentar aprender umas técnicas de desenho digital. Pode ser que volte ao hobby de desenhar novamente, porque isto de ser um “cromlec” da programação também cansa. Espero que gostem.

“Na Era dos Cromelecs Nº 1″

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Blog do mê amigo mestre Tóino, o Charroco da Prrofundurra em http://charroquedaprrofundurra.blogspot.com/. É o diário simples de um pescador setubalense na sua faina diária. E cuidado… podem cair de cu com o riso :)

PS: blog mantido pelo meu amigo

Não… não estranhem o título. Eu já explico. Hoje de manhã recebo uma chamada de uma senhora que dizia pertencer a um qualquer centro de apoio a toxicodependentes em Fátima. A senhora tinha uma vozinha muito melosa e insistia em me tratar por “sr. engenheiro”, o que me começou a irritar. Aparentemente, o centro do qual a senhora fazia parte, estava a fazer uma campanha junto das empresas onde procurava vender material de escritorio, economato e até… papel higiénico (??!!) tudo devidamente embalado. Por quem? Por toxicodependentes. Epa boa ideia! Não… não é. Uma pergunta: então mas o papel higiénico nos hipermercados já não vem embalado? Ou existe papel higiénico a granel que a malta depois embrulha?

Das duas, uma: ou a senhora estava a enganar-me, o que só demonstra a péssima ideia de trapaça, pois acho que não vai conseguir enganar muita gente a querer comprar papel higiénico embalado por toxicodependentes. Ou então, o tal centro existe mesmo e isto é mesmo uma ideia para apoiar os coitados, o que demonstra igualmente que tal ideia só pode ter sido concebida por um “génio” do marketing ou por alguém com uma brutal pedrada. Talvez a ideia tenha surgido em algum trabalho de grupo numa workshop de “Marketing para ex-toxicodependentes”.

- “Ó sra. doutora, precisamos de uma ideia aqui para o centro para angariar dinheiro para os toxidependentes.”

- “Ah sim, bravo! Então eu sugiro comprarmos papel higiénico, embalá-lo e vender a empresas. hein? Que tal?

-”Ó sra. doutora, já tomou a sua medicamentação hoje?

Seja como for, mandei passear a mulher do telefonema. Eu concordo plenamente em ajudar toxicodependentes a reintegrarem-se na sociedade. Mas, pô-los a “embalar” economato e papel higiénico?! Na minha modéstia opinião, isso é o primeiro passo para um gajo começar a chutar p’ra veia novamente. E, desculpem lá, mas eu nunca iria limpar o cu a um pedaço de folha embrulhado a granel. Para mim tem que ser sempre folha dupla e aveludada, que é para não se me encravarem os pêlos.

Estou de volta ao meu blog para dizer o quanto é difícil, mas muito bom, ser Pai. Agarrei no meu “amigo” iPhone e decidi escrever isto. Hoje tive uma briga com o meu filho Tiago, que já durava há uns dias. Situação normal, mas explosiva, quando juntamos um miúdo de 8 anos que julga saber já tudo sobre tudo, e um pai que acha que o seu filho ainda é muito novo para ter certas atitudes. E porque é que eu adoro ser Pai? Porque a magia está no que vem depois da zanga, quando conversamos de homem para homem e resolvemos os problemas como gajos. Sim, que se lixem os machismos! Gajos resolvem os problemas falando e pondo tudo cá para fora. E foi o que fizemos.
No final da conversa tudo ficou esclarecido e em paz. Se o meu filho tivesse 18 anos dávamos umas gargalhadas e íamos beber uma cervejola os dois. Como ele tem só 8 anos, tive o beijo e o abraço mais delicioso que recebi nos últimos tempos. E, confesso… Uma lagrimazita no fim. Mas que gaita! Homens também choram!

Ora aí está só o que faltava ao Parlamento português: um pouco de real porrada. A história passou-se, como já todos devem saber, com dois deputados (um do PS, outro do PSD) onde, ao responder a uma “private joke” mais azeda do seu colega, o deputado do PSD “elevou” a fineza da conversa e cá vai disto, manda o colega para uma zona normalmente associada ao pénis humano. Bolas! Até que enfim que um gajo vê conversa d’homem no Parlamento. Não tarda nada, os deputados, estão a levar grades de “mines” e sandes de coirato para o emissículo. Daí a começarem a cospir para o chão e a coçar os tomates enquanto discursam, vai ser um pulinho. Isto fez-me lembrar as brigas em puto que começavam sempre com a famosa frase “Lá fora levas!”.

Se a moda pega, já imagino as bocas que vão começar a existir no Parlamento:

- Sr. 1º ministro… o sr. mente quando afirma que há menos desemprego.

- Ai minto? Ó Manela… chupa-me os pistões e cala-te!

Ando para contar esta há que tempos. Há dias (uma… duas semanas, talvez) numa reportagem do jornal da SIC, falou-se de que até já os coveiros têm cursos de formação profissional. Ao entrevistarem um profissional “técnico do enterramento”, a jornalista perguntou em como tinha melhorado a sua profissão. E o senhor respondeu – “Bem, olhe…  ajudou-me a falar melhor com os clientes.”.  Espera aí… Então?… Mas os clientes de um cemitério não são… os… err… defuntos? Imagino como seja, agora, um funeral:

- Oh xenhor? Cumo quer? Baixo-lhe debagarinho ou com forxa?

- (silêncio)

- Hein??? Xenhor? Xenhor?

- (silêncio)

- Oh Jéi! Tu num bês que o home tá morto e no caixão?

- Pois sim, mas na formaxão enxinabam que debiamos falar com os clientes. E eu estou a falar. Mas digo-te, que esta gente óspois de morta é mesmo muito antipática. Nem uma palabrinha…

… I love this country :)

Hoje almocei em casa. Quando cheguei, liguei a TV e estava a dar um programa na SIC (a Fátima, acho eu, apesar de ser agora com a Merche, aquela ganda “maluca”). O assunto, na altura, era uma senhora, mãe de 4 filhos, que tinha decidido pedir ajuda Fátima porque tinha um filho com sete anos que ainda mamava (nela) e que lhe causava grandes problemas físicos e psicológicos (porque seria?). Bom… até aqui tudo bem. Aliás, o programa da “Fátima” (ou do Goucha, para casos mais apaneleirados) é o sítio ideal para, quando alguém tem um problema de saúde, pedir ajuda. Médicos? Nã… Programa da Fátima! – “Ai e tal, tenho um problema na coluna que me apanha esta zona toda.” – “Já foi ao médico”. – “Eu? nada! Vou ao programa da Fátima porque lá encontro a cura”.

Bem, mas voltando ao assunto. A senhora levou o seu problema ao programa porque o filho ainda mamava nas maminhas dela. Tadito… E a senhora não sabia o que mais podia fazer para terminar com esta situação. Eu ainda exclamei – “Um chapadão e logo vias como deixavas de mamar” – Mas a minha mullher disse logo que eu era parvo e que isso não se dizia. Pronto… ok… Mas nesta altura já eu ria a bom rir (porque só podia). Mas quem é que vai a um programa de TV com um caso destes? – “Ai, o meu filho tem 7 anos e ainda mama. Eu ando desconfiada que não é normal”. – Acha? Ah pois não minha senhora. Não é normal. Mas a culpa não é do puto, de certeza. É da natureza masculina, minha senhora. O puto tem 7 anos mas não é parvo. Se dão mamã a um gajo, como é que se pode recusar? Eu, se pudesse, ainda hoje mamava de 3 em 3 horas.

No final houve muitos conselhos parvos (especialmente dados pela Merche) mas eu tenho a melhor sugestão: minha senhora, diga ao se filho (com 7 anos já percebe muita coisa, pois já está na idade de ver gajas no Magalhães) que se quiser mamar que vá mamar no pai. Garanto-lhe que o puto ganha cá um medo que começa logo a beber leite UCAL directamente do pacote. E sem chocolate! Que leite com chocolate é para panisgas.

Ó meus amigos… a Fátima tem nome de Santa mas não faz milagres. Certo?

Alerta! Alerta! É o Furacão Panisga! O que leva tudo na bisga! Serão os Ventos da Crise ou os Ventos que  levam a Crise? Isto mais parece um Furacão à Portuguesa. Sim, porque com este país nunca conseguimos ter nada em dimensões decentes. Mas basta uns ventinhos que levam de rojo uns caixotes do lixo, que deitam ao chão uns vasozinhos e umas arvorezinhas para estar tudo em alerta laranja ou camandro ou o catano.

Sócrates vai dizer que a culpa é da Crise. Ferreira Leita vai dizer que a culpa é do Sócrates. Sócrates responde dizendo “quem diz é quem é, nhã nhã nhã”. Louçã diz que o Sócrates é o parvo. Sócrates diz que Louçã é panisga. O PCP diz que são os “ventos da luta contra a reação”. Sócrates diz para Jerónimo de Sousa tomar os comprimidos. Paulo Portas tenta descobrir se houve alguma casa que ficou sem telhado por causa do vento, vai ter com os donos, dá-lhes umas beijocas enquanto é filmado e diz que a culpa é do Governo. Sócrates responde chamando-lhe, também, panisga. Por fim, os Verdes afirmam que isto é a revolta da natureza contra a humanidade e que o Governo está metido nisto. Sócrates chama o seu “pitbull”, Augusto Santos Silva, e solta-o em direcção à lider dos Verdes dizendo “busca busca Augusto, malha malha meu lindo“.

E este é o país que temos… Não há nenhum Obama por aí que queira tomar conta disto? Hein?

PS: se o meu blog for encerrado por causa deste post, a culpa é do Sócrates. Bom… e já sei que ele vai dizer que a culpa é do vento… como sempre…