Não… não estranhem o título. Eu já explico. Hoje de manhã recebo uma chamada de uma senhora que dizia pertencer a um qualquer centro de apoio a toxicodependentes em Fátima. A senhora tinha uma vozinha muito melosa e insistia em me tratar por “sr. engenheiro”, o que me começou a irritar. Aparentemente, o centro do qual a senhora fazia parte, estava a fazer uma campanha junto das empresas onde procurava vender material de escritorio, economato e até… papel higiénico (??!!) tudo devidamente embalado. Por quem? Por toxicodependentes. Epa boa ideia! Não… não é. Uma pergunta: então mas o papel higiénico nos hipermercados já não vem embalado? Ou existe papel higiénico a granel que a malta depois embrulha?
Das duas, uma: ou a senhora estava a enganar-me, o que só demonstra a péssima ideia de trapaça, pois acho que não vai conseguir enganar muita gente a querer comprar papel higiénico embalado por toxicodependentes. Ou então, o tal centro existe mesmo e isto é mesmo uma ideia para apoiar os coitados, o que demonstra igualmente que tal ideia só pode ter sido concebida por um “génio” do marketing ou por alguém com uma brutal pedrada. Talvez a ideia tenha surgido em algum trabalho de grupo numa workshop de “Marketing para ex-toxicodependentes”.
- “Ó sra. doutora, precisamos de uma ideia aqui para o centro para angariar dinheiro para os toxidependentes.”
- “Ah sim, bravo! Então eu sugiro comprarmos papel higiénico, embalá-lo e vender a empresas. hein? Que tal?
-”Ó sra. doutora, já tomou a sua medicamentação hoje?
Seja como for, mandei passear a mulher do telefonema. Eu concordo plenamente em ajudar toxicodependentes a reintegrarem-se na sociedade. Mas, pô-los a “embalar” economato e papel higiénico?! Na minha modéstia opinião, isso é o primeiro passo para um gajo começar a chutar p’ra veia novamente. E, desculpem lá, mas eu nunca iria limpar o cu a um pedaço de folha embrulhado a granel. Para mim tem que ser sempre folha dupla e aveludada, que é para não se me encravarem os pêlos.